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	<title>2014 &#8211; Psiqueros</title>
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	<title>2014 &#8211; Psiqueros</title>
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		<title>Reflexo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2019 20:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Já passou qualquer extraordinária mensagem que eu pudesse usar. Seria mais fácil se eu soubesse como começar. Sei que houve relação de personalidades e uma análise, uma lembrança a hábitos antigos e o prazer de poder experimentar algumas situações de novo, por saber que aconteceu, comparar o que mudou, saber o que vai acontecer e perceber afinal, que a vida continua e assim mesmo, nunca acaba. Houve esquecimento, dores, medos. Há agora um foco em certas direções e uma dispersão de não conseguir nem lembrar de fazer bilhetes. Há as cartas que eu gostaria de escrever a amigos, família, desconhecidos e a mim mesma. E os sonhos dos poemas no anonimato ao mesmo tempo que um retorno a exposição. De vontades, me vejo, perdendo o frescor e a naturalidade, com medo de pensar ou por pura incapacidade mesmo, Não me reconheço, mas ao mesmo tempo vivo o que já me ocorreu. Eu sou reflexo desses pensamentos paralelos, às vezes passando mais tempo em uns do que nos outros. São personagens, cenas, complementos, histórias, coincidências e aventuras da imaginação. Podem ser relatos de diário que não gostaria de esquecer. Teorias que preferiria captar ainda mais para se abrangerem ao máximo. Quando é que haverá tempo realmente? Para viver e construir os momentos. Para lembrar? Quando haverá tempo de desfrutar cultura e conhecimento, adquirir inspirações, aderir movimentos, experimentar? Trocar ideias, admirar, criar e expor? Fazer o meu e ver o dele. Ver ele. Substituo cada mensagem subliminar de pensamento por obrigações que requerem esforço, perco tempo em busca de explicações para algo que ainda farei. E que poderia até mudar de ideia ao e por fazê-lo, Mas tudo terá sua chance e seu tempo. Não só para ficar pronto, mas para eu me preparar. Eu não devia negar o fato de que estou fazendo minhas escolhas, porque acabo me convencendo de que são elas que estão a me escolher. Ver tudo tão claro e tão perto, ofusca à minha procura ao passado e distorce minha visão às portas do futuro. &#160; Isadora Mello (2014) Créditos a Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já passou qualquer extraordinária mensagem que eu pudesse usar. Seria mais fácil se eu soubesse como começar. Sei que houve relação de personalidades e uma análise, uma lembrança a hábitos antigos e o prazer de poder experimentar algumas situações de novo, por saber que aconteceu, comparar o que mudou, saber o que vai acontecer</p>
<p>e perceber afinal, que a vida continua e assim mesmo, nunca acaba.</p>
<p>Houve esquecimento, dores, medos. Há agora um foco em certas direções e uma dispersão de não conseguir nem lembrar de fazer bilhetes.</p>
<p>Há as cartas que eu gostaria de escrever a amigos, família, desconhecidos e a mim mesma.</p>
<p>E os sonhos dos poemas no anonimato ao mesmo tempo que um retorno a exposição.</p>
<p>De vontades, me vejo, perdendo o frescor e a naturalidade, com medo de pensar ou por pura incapacidade mesmo,</p>
<p>Não me reconheço, mas ao mesmo tempo vivo o que já me ocorreu. Eu sou reflexo desses pensamentos paralelos, às vezes passando mais tempo em uns do que nos outros.</p>
<p>São personagens, cenas, complementos, histórias, coincidências e aventuras da imaginação. Podem ser relatos de diário que não gostaria de esquecer. Teorias que preferiria captar ainda mais para se abrangerem ao máximo.</p>
<p>Quando é que haverá tempo realmente? Para viver e construir os momentos. Para lembrar? Quando haverá tempo de desfrutar cultura e conhecimento, adquirir inspirações, aderir movimentos, experimentar? Trocar ideias, admirar, criar e expor?</p>
<p>Fazer o meu e ver o dele. Ver ele.</p>
<p>Substituo cada mensagem subliminar de pensamento por obrigações que requerem esforço, perco tempo em busca de explicações para algo que ainda farei. E que poderia até mudar de ideia ao e por fazê-lo,</p>
<p>Mas tudo terá sua chance e seu tempo. Não só para ficar pronto, mas para eu me preparar.</p>
<p>Eu não devia negar o fato de que estou fazendo minhas escolhas, porque acabo me convencendo de que são elas que estão a me escolher.</p>
<p>Ver tudo tão claro e tão perto, ofusca à minha procura ao passado e distorce minha visão às portas do futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2014)</p>
<p>Créditos a Imagem: Weheartit</p>
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		<title>Baralho</title>
		<link>https://psiqueros.com/baralho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2019 20:58:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Vi no refúgio que fiz com meus próprios braços um abrigo que custei confessar que precisava. Acontece que um corpo frio não consegue produzir o próprio calor, assim como uma fogueira &#8211; duas pedras, dois gravetos, um pouco de álcool, uma força exterior &#8211; nada se cria sozinho, e a fortaleza que ergui logo se desmoronou, apesar de ter aguentado por muito tempo, pinos que adiaram a queda eram selos, curtas coleções de lembranças divididos em gêneros e tempos, felicidades, desejos, medos e tristezas equilibrados, todos escritos no papel, eram hipóteses, pensamentos, primeiras, segundas, terceiras impressões, eu me garantia que se um dia eu não tivesse nada, estivesse vazia, eu poderia recorrer a momentos passados. A medida que ia vivenciando, escrevendo, lendo, eu também tomava conhecimento das informações, era a minha mente no estado material mais alcançável e prático, eram problemas que pensei não terem solução, pessoas que pensava que iria ter para sempre, paisagens que vi, cheiros que senti, gostos que provei, retratados com toques da maturidade, das influências, das modas e gostos de tal momento. A estrutura que montei caiu como um castelo de baralho, e tão folha como são, facilmente as reerguerei e estarão bambaleantes e inconsistentes, mas me lembrarão de muitas coisas, e continuarão dando certo, pelo menos exercendo a função que lhes cabe de cápsula do tempo à mente fraca, eu afinal não a ergui sozinha, muitos eus de tempos e momentos passados a construiram, e mais que o abrigo das memórias e meu refúgio, ela é a matéria da minha alma, que não cabe no corpo, projetada como castelo. O costume, me traz o medo de esvaziar. Me faz recorrer a todo tipo mínimo de garantia. &#160; Por: Isadora Mello, 2014 Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vi no refúgio que fiz com meus próprios braços um abrigo que custei confessar que precisava.</p>
<p>Acontece que um corpo frio não consegue produzir o próprio calor, assim como uma fogueira &#8211; duas pedras, dois gravetos, um pouco de álcool, uma força exterior &#8211;</p>
<p>nada se cria sozinho, e a fortaleza que ergui logo se desmoronou,</p>
<p>apesar de ter aguentado por muito tempo, pinos que adiaram a queda eram selos,</p>
<p>curtas coleções de lembranças divididos em gêneros e tempos,</p>
<p>felicidades, desejos, medos e tristezas equilibrados,</p>
<p>todos escritos no papel, eram hipóteses, pensamentos, primeiras, segundas, terceiras impressões,</p>
<p>eu me garantia que se um dia eu não tivesse nada, estivesse vazia, eu poderia recorrer a momentos passados.</p>
<p>A medida que ia vivenciando, escrevendo, lendo, eu também tomava conhecimento das informações,</p>
<p>era a minha mente no estado material mais alcançável e prático,</p>
<p>eram problemas que pensei não terem solução, pessoas que pensava que iria ter para sempre,</p>
<p>paisagens que vi, cheiros que senti, gostos que provei,</p>
<p>retratados com toques da maturidade, das influências, das modas e gostos de tal momento.</p>
<p>A estrutura que montei caiu como um castelo de baralho, e tão folha como são,</p>
<p>facilmente as reerguerei e estarão bambaleantes e inconsistentes,</p>
<p>mas me lembrarão de muitas coisas, e continuarão dando certo,</p>
<p>pelo menos exercendo a função que lhes cabe de cápsula do tempo à mente fraca,</p>
<p>eu afinal não a ergui sozinha,</p>
<p>muitos eus de tempos e momentos passados a construiram,</p>
<p>e mais que o abrigo das memórias e meu refúgio,</p>
<p>ela é a matéria da minha alma,</p>
<p>que não cabe no corpo,</p>
<p>projetada como castelo.</p>
<p>O costume, me traz o medo de esvaziar.</p>
<p>Me faz recorrer a todo tipo mínimo de garantia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por: Isadora Mello, 2014</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
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		<title>Versículos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Feb 2019 17:59:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Sentimentos perdem suas faces. Do cobre se desprendem E nuas se divertem. &#160; Pureza maleável, sapecagem difamável. Não há ninguém que controle aquela mulher. &#160; Que perdeu seus versículos, soltou os cabelos e os espartilhos. Ninguém segura aquela mulher, Selvagem crina de cavalo, o vento ao seu percalço, estrada sem fim. &#160; Olhou o destino torto, contornou o morro e decidiu por fim, que não há caminho certo, futuro belo e algo pronto enfim. &#160; E que de brincadeira vive a fada de jardim, Ninfa dona da verdade, desejo de liberdade e ponta de loucura. &#160; Eu invejo o teu poder de cura, de ver a vida e esperar de si, Traçar o destino à sua maneira, criar e escolher a opção. &#160; Eu te invejo, por ser inconstante, O seu traçado que pinta o seu destino, não depende de nenhum palpite, não se compromete com o que vão dizer. &#160; Você se segue e decide o passo, você é livre como pássaro, No seu trajeto vai muda de ideias, mas prossegue sempre sendo a mesma mulher. &#160; E em variação da mente e corpo, seu coração é o poder. &#160; Isadora Mello (2014) Créditos da Imagem: Bella Kotak ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sentimentos perdem suas faces.<br />
Do cobre se desprendem<br />
E nuas se divertem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pureza maleável, sapecagem difamável.<br />
Não há ninguém que controle aquela mulher.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que perdeu seus versículos,<br />
soltou os cabelos e os espartilhos.<br />
Ninguém segura aquela mulher,<br />
Selvagem crina de cavalo,<br />
o vento ao seu percalço,<br />
estrada sem fim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Olhou o destino torto,<br />
contornou o morro e decidiu por fim,<br />
que não há caminho certo,<br />
futuro belo e algo pronto enfim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E que de brincadeira vive a fada de jardim,<br />
Ninfa dona da verdade,<br />
desejo de liberdade e ponta de loucura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu invejo o teu poder de cura,<br />
de ver a vida e esperar de si,<br />
Traçar o destino à sua maneira,<br />
criar e escolher a opção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu te invejo, por ser inconstante,<br />
O seu traçado que pinta o seu destino,<br />
não depende de nenhum palpite,<br />
não se compromete com o que vão dizer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você se segue e decide o passo,<br />
você é livre como pássaro,<br />
No seu trajeto vai muda de ideias,<br />
mas prossegue sempre sendo a mesma mulher.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E em variação da mente e corpo,<br />
seu coração é o poder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2014)</p>
<p>Créditos da Imagem: <a href="http://www.bellakotakphotography.com/">Bella Kotak </a></p>
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