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	<title>2013 &#8211; Psiqueros</title>
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	<title>2013 &#8211; Psiqueros</title>
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		<title>Anúbis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2019 20:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma blusa azul escura aparecia momentaneamente pelas bordas e pontas de seu casaco. O marrom e o azul remetiam uma imagem das arábias mas em um azul escuro de alguma noite das outras mil. Se deserto sempre foi sinônimo de sol, suas roupas eram o momento noturno tão esquecido. No deserto que há frio, há neve, perde seu sol e o brilho de ouro dourado de suas areias, num pó compacto e desbotado naquele enfim pensamento de que falta chuva. Nesse Oásis iluminado pela própria água serena de nascente distante. Tudo podia ser a miragem de você, como meu deserto, como minha terra desolada, sua silhueta e perfil em duas faces de deuses, sob camadas de 7 véus, que sempre te ocultam, o mar vermelho é meu sangue, o rio Nilo, meu choro, você é a praga que arruína a vida, entre sapos que engulo e gafanhotos que sufocam. Até o casaco e a blusa são a visão de que o que eu quero, é ver você, mas não há ninguém entre essas dunas. Nem ventania de mover as areias do tempo você trás, nem uma inspiração de que ainda há vida, ou movimento. Você é túmulo, restício de vida que existe, prova que tudo se transforma ao morrer e virar pó. Nas bandagens que você me segura, eu ainda me enrolo e viro múmia de mim mesma. Você é a cascavel escondida entre os grãos da areia, com o chocoalho de doce música a confundir as sensações, o sibilar tenro a dar ideia de que não há dor, quando há sempre dor. O azul, é de Anúbis, é anil. &#160; Isadora Mello (2013) Créditos da Imagem: Google]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma blusa azul escura aparecia momentaneamente pelas bordas e pontas de seu casaco. O marrom e o azul remetiam uma imagem das arábias mas em um azul escuro de alguma noite das outras mil.</p>
<p>Se deserto sempre foi sinônimo de sol, suas roupas eram o momento noturno tão esquecido. No deserto que há frio, há neve, perde seu sol e o brilho de ouro dourado de suas areias, num pó compacto e desbotado naquele enfim pensamento de que falta chuva.</p>
<p>Nesse Oásis iluminado pela própria água serena de nascente distante. Tudo podia ser a miragem de você, como meu deserto, como minha terra desolada,</p>
<p>sua silhueta e perfil em duas faces de deuses,</p>
<p>sob camadas de 7 véus, que sempre te ocultam,</p>
<p>o mar vermelho é meu sangue, o rio Nilo, meu choro, você é a praga que arruína a vida, entre sapos que engulo e gafanhotos que sufocam.</p>
<p>Até o casaco e a blusa são a visão de que o que eu quero, é ver você, mas não há ninguém entre essas dunas.</p>
<p>Nem ventania de mover as areias do tempo você trás, nem uma inspiração de que ainda há vida, ou movimento.</p>
<p>Você é túmulo, restício de vida que existe, prova que tudo se transforma ao morrer e virar pó.</p>
<p>Nas bandagens que você me segura, eu ainda me enrolo e viro múmia de mim mesma.</p>
<p>Você é a cascavel escondida entre os grãos da areia, com o chocoalho de doce música a confundir as sensações, o sibilar tenro a dar ideia de que não há dor, quando há sempre dor.</p>
<p>O azul, é de Anúbis, é anil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2013)</p>
<p>Créditos da Imagem: Google</p>
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		<title>Em sentido, sem sentido</title>
		<link>https://psiqueros.com/em-sentido-sem-sentido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Apr 2019 20:14:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[O que aconteceu foi que, eu me extraviei da direção, e a loucura foi o torpor do caminho que conheci, no recém do pedido, a prece, na coincidência do amor perdido, e das lágrimas daquele sentido inverso. É o vento denso nas encostas de cada colina, e sem neve ou resquício de grama, meus sonhos se enterraram em tocas e no fundo do poço (sem moedas). Meus desejos não passaram de ingenuidade, promessas perdidas em sua inconsciência de sonho, à procura da origem de todos os pensamentos internos, em “unitilidades”, inutilidades alheias e esperanças francas, a tocha incandescente aproxima-se das nuvens e toca o balão, e no estouro da bolha de calor, o sol é a pedra desfalecida na terra dos silenciosos. Na aguardente das palavras misturadas a hipocrisia é o veneno, e a mentira, a língua da serpente. Num mundo de lunáticos a terra deveria mudar de nome, nem mundo, meu ataque cardíaco, e minha lavagem cerebral, condensam-se sob a pinta de meu lábio superior e nos meus dedos, não mudo. Eu queria que o velho lesse minhas escritas, pois eu quero sempre e mais, encontrar o caminho do caminho, nessa ironia de caminho ter o mesmo significado de direção, mas não levar ao mesmo lugar, e levarem a lugar nenhum, em sentido, sem sentido. &#160; Isadora Mello (2013) Créditos da Imagem: Obra &#8211; &#8220;Relatividade&#8221; de Maurits Escher]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que aconteceu foi que, eu me extraviei da direção, e a loucura foi o torpor do caminho que conheci, no recém do pedido, a prece, na coincidência do amor perdido, e das lágrimas daquele sentido inverso. É o vento denso nas encostas de cada colina, e sem neve ou resquício de grama, meus sonhos se enterraram em tocas e no fundo do poço (sem moedas).</p>
<p>Meus desejos não passaram de ingenuidade, promessas perdidas em sua inconsciência de sonho, à procura da origem de todos os pensamentos internos, em “unitilidades”, inutilidades alheias e esperanças francas, a tocha incandescente aproxima-se das nuvens e toca o balão, e no estouro da bolha de calor, o sol é a pedra desfalecida na terra dos silenciosos.</p>
<p>Na aguardente das palavras misturadas a hipocrisia é o veneno, e a mentira, a língua da serpente. Num mundo de lunáticos a terra deveria mudar de nome, nem mundo, meu ataque cardíaco, e minha lavagem cerebral, condensam-se sob a pinta de meu lábio superior e nos meus dedos, não mudo.</p>
<p>Eu queria que o velho lesse minhas escritas, pois eu quero sempre e mais, encontrar o caminho do caminho, nessa ironia de caminho ter o mesmo significado de direção, mas não levar ao mesmo lugar, e levarem a lugar nenhum,</p>
<p>em sentido, sem sentido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2013)</p>
<p>Créditos da Imagem: Obra &#8211; &#8220;<strong>Relatividade&#8221; </strong>de Maurits Escher</p>
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		<title>Colega</title>
		<link>https://psiqueros.com/colega/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Apr 2019 20:41:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu sabia que era o último dia e sabia que iria chorar, também sabia que nada seria como foi antes. Nem agora eu saberei escrever, pelo tempo que faltou, como não escrevi uma ideia ou trecho sequer e deixei em minha cabeça fervendo essa vontade de liberar. Mas não será dessa vez. Muitas informações e histórias passaram em minha mente nesses dias de abstinência de uma folha. Para eu pensar mais no assunto ou para esquecer, são acontecimentos que seriam úteis ao aplicar em minha rotina, ou uma história que levaria a outra, registros de felicidade da minha vida para sempre. E sei que mesmo com as mesmas pessoas e o mesmo lugar, nada será como foi antes. Que dói saber que eu não serei mais a mesma. O tempo passa rápido, há arrependimentos e orgulhos, uma fome louca de pressa e quantidade e há tantos sonhos bonitos. É mais do que não esquecer, é se encontrar de novo, é ser melhor do que já foi. Eu pensei no que eu era e no que eu conquistei, e nesse curto período que resta, pensei o que eu ainda poderia fazer, agora com meta, e com tempo marcado. E se me vi amiga de todos e dele algo mais como uma colega (quero dizer, eu tive momentos com ele e lembranças marcantes, mas não era como com os outros) imagine minha surpresa naquele abraço de “alôu” e dele confirmando que poderia me ajudar (ou nos ajudar) no desejo íntimo de sermos mais amigos, como aqueles assuntos pendentes&#8230; Ele passava a ser mais do que um cara que um dia eu podia beijar, em um amigo que viria me visitar no futuro ou pra onde eu viajaria para reencontrar, que poderíamos contar um com o outro. Ele me viu andando de mãos dadas e várias vezes se metia no meio dizendo “I Love you” e fazendo com que eu largasse a mão da pessoa em questão e no lugar, segurasse a dele, ele saía saltitando comigo de mãos dadas. Estávamos conversando sobre coisas legais quando meu amigo apareceu e ele sumiu para beber água, sem dar razão, nem voltou. Depois na festa, me fingi de bêbada só para dizer que gostava dele e que ia sentir sua falta. Ele disse que gostava de mim também (e sem nem álcool falso pelo seu organismo) porque disse que eu era engraçada e que sentiria minha falta. Me abraçou, deu tapa nas minhas costas, depois acariciou, uma abraço bom. Na despedida, me abraçou tendo as mãos em minha cintura, seu corpo alto e forte me protegiam, me sustentavam, deu de novo os tapinhas mas logo trocou pelas caricias, eu chorava. Ele me afastou para me olhar, escaneou todo meu rosto do queixo até os meus olhos lentamente, Ia me beijar, ia, ia, me envergonhei de todo aquele contato, de uma pessoa tão fenomenal como ele. Me abraçou de volta, me enterrou em seu peito, ele me pediu para voltar. Foi o abraço, o carinho sem jeito e um beijo no meu ombro. Mas eu ainda posso vê-lo como minha muralha, como se aproximou, como foi de olhar penetrante, como podia me beijar. Como sempre pôde. &#160; Isadora Mello, 2013 (mais trechos de diário) Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sabia que era o último dia e sabia que iria chorar, também sabia que nada seria como foi antes.</p>
<p>Nem agora eu saberei escrever, pelo tempo que faltou, como não escrevi uma ideia ou trecho sequer e deixei em minha cabeça fervendo essa vontade de liberar. Mas não será dessa vez.</p>
<p>Muitas informações e histórias passaram em minha mente nesses dias de abstinência de uma folha. Para eu pensar mais no assunto ou para esquecer, são acontecimentos que seriam úteis ao aplicar em minha rotina, ou uma história que levaria a outra, registros de felicidade da minha vida para sempre.</p>
<p>E sei que mesmo com as mesmas pessoas e o mesmo lugar, nada será como foi antes. Que dói saber que eu não serei mais a mesma. O tempo passa rápido, há arrependimentos e orgulhos, uma fome louca de pressa e quantidade e há tantos sonhos bonitos.</p>
<p>É mais do que não esquecer, é se encontrar de novo, é ser melhor do que já foi.</p>
<p>Eu pensei no que eu era e no que eu conquistei, e nesse curto período que resta, pensei o que eu ainda poderia fazer, agora com meta, e com tempo marcado.</p>
<p>E se me vi amiga de todos e dele algo mais como uma colega (quero dizer, eu tive momentos com ele e lembranças marcantes, mas não era como com os outros) imagine minha surpresa naquele abraço de “alôu” e dele confirmando que poderia me ajudar (ou nos ajudar) no desejo íntimo de sermos mais amigos, como aqueles assuntos pendentes&#8230;</p>
<p>Ele passava a ser mais do que um cara que um dia eu podia beijar, em um amigo que viria me visitar no futuro ou pra onde eu viajaria para reencontrar, que poderíamos contar um com o outro.</p>
<p>Ele me viu andando de mãos dadas e várias vezes se metia no meio dizendo “I Love you” e fazendo com que eu largasse a mão da pessoa em questão e no lugar, segurasse a dele, ele saía saltitando comigo de mãos dadas. Estávamos conversando sobre coisas legais quando meu amigo apareceu e ele sumiu para beber água, sem dar razão, nem voltou.</p>
<p>Depois na festa, me fingi de bêbada só para dizer que gostava dele e que ia sentir sua falta. Ele disse que gostava de mim também (e sem nem álcool falso pelo seu organismo) porque disse que eu era engraçada e que sentiria minha falta. Me abraçou, deu tapa nas minhas costas, depois acariciou, uma abraço bom.</p>
<p>Na despedida, me abraçou tendo as mãos em minha cintura, seu corpo alto e forte me protegiam, me sustentavam, deu de novo os tapinhas mas logo trocou pelas caricias, eu chorava.</p>
<p>Ele me afastou para me olhar, escaneou todo meu rosto do queixo até os meus olhos lentamente,</p>
<p>Ia me beijar, ia, ia,</p>
<p>me envergonhei de todo aquele contato, de uma pessoa tão fenomenal como ele. Me abraçou de volta, me enterrou em seu peito,</p>
<p>ele me pediu para voltar.</p>
<p>Foi o abraço, o carinho sem jeito e um beijo no meu ombro.</p>
<p>Mas eu ainda posso vê-lo como minha muralha, como se aproximou, como foi de olhar penetrante, como podia me beijar.</p>
<p>Como sempre pôde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello, 2013</p>
<p>(mais trechos de diário)</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
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		<title>Brechas</title>
		<link>https://psiqueros.com/brechas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Apr 2019 20:22:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Meus olhares eram de admiração e medo, os seus, indecifráveis. No sério e no homem, há o inseguro e o tímido, e eu vi uma brecha que você não tentava me excluir, ou não se importava, só precisávamos ser mais abertos, contar mais um com o outro, apressar e avançar alguns passos para tirar qualquer suspeita. Gestos do passado fizeram sentido, e o futuro era certo para estabelecer de vez. Devia ter sido antes, devia ter sido mais. Será que teríamos aproveitado melhor? Algo aconteceria? Não, tudo tinha que ser do jeito que foi. Nosso sufoco foi a contagem do tempo, nós somos essas fagulhas de que o amor pode acontecer, mas não permanece, e nas dificuldades, esquecimentos e desencontros, resta a saudade, a vontade e a certeza de que o amor existe. Ele surgiu, ele mexeu com os sentidos, ele cedeu esperanças, confundiu rumos, misturou sonhos, ele não podia acontecer, porque é esse impossível, proibido é o que dá o filme de romance; Então, o que aconteceu? Você me deu o primeiro abraço, depois pediu para que eu tirasse fotos suas dizendo “para você sempre se lembrar de mim” e era praticamente sempre o primeiro a puxar assunto, conversamos bastante porque estávamos muitas vezes perto, você prestava atenção, ria, falava, me contou segredos, desabafou, me fez rir e tínhamos papos inteligentes. Você entrava em todas as minhas fotos. Você fez as pegadinhas comigo de me assustar, de colocar pasta de dente enquanto eu dormia (ou ao menos só tentou) mas pelo banheiro, no chão, na luz, na maçaneta, espalhou pasta de dente pela casa inteira. Apagou as luzes enquanto eu tomava banho e batia na porta. Batia em mim com um mata mosquitos e jogava cereja na minha cabeça. &#160; Isadora Mello, 2013 (encontrei esse trecho entre meus diários) Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Meus olhares eram de admiração e medo, os seus, indecifráveis.</p>
<p>No sério e no homem, há o inseguro e o tímido, e eu vi uma brecha que você não tentava me excluir, ou não se importava, só precisávamos ser mais abertos, contar mais um com o outro, apressar e avançar alguns passos para tirar qualquer suspeita.</p>
<p>Gestos do passado fizeram sentido, e o futuro era certo para estabelecer de vez.</p>
<p>Devia ter sido antes, devia ter sido mais.</p>
<p>Será que teríamos aproveitado melhor? Algo aconteceria? Não, tudo tinha que ser do jeito que foi.</p>
<p>Nosso sufoco foi a contagem do tempo, nós somos essas fagulhas de que o amor pode acontecer, mas não permanece, e nas dificuldades, esquecimentos e desencontros, resta a saudade, a vontade e a certeza de que o amor existe.</p>
<p>Ele surgiu, ele mexeu com os sentidos, ele cedeu esperanças, confundiu rumos, misturou sonhos, ele não podia acontecer, porque é esse impossível, proibido é o que dá o filme de romance;</p>
<p>Então, o que aconteceu?</p>
<p>Você me deu o primeiro abraço, depois pediu para que eu tirasse fotos suas dizendo “para você sempre se lembrar de mim” e era praticamente sempre o primeiro a puxar assunto, conversamos bastante porque estávamos muitas vezes perto,</p>
<p>você prestava atenção, ria, falava, me contou segredos, desabafou, me fez rir e tínhamos papos inteligentes.</p>
<p>Você entrava em todas as minhas fotos.</p>
<p>Você fez as pegadinhas comigo de me assustar, de colocar pasta de dente enquanto eu dormia (ou ao menos só tentou) mas pelo banheiro, no chão, na luz, na maçaneta, espalhou pasta de dente pela casa inteira.</p>
<p>Apagou as luzes enquanto eu tomava banho e batia na porta.</p>
<p>Batia em mim com um mata mosquitos e jogava cereja na minha cabeça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello, 2013</p>
<p>(encontrei esse trecho entre meus diários)</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Cortiça</title>
		<link>https://psiqueros.com/cortica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2019 21:23:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[No silêncio daquela manhã, recordei das memórias que guardei com tanto esmero, a caixa fedia a enxofre e a cortiça de que era feita descascava ligeiramente a cada vez que eu abria. Não eram fotos, não eram bilhetes, embalagens, rascunhos, a própria caixa era a maior recordação e me doía abrí-la, odiava saber que a cada toque ela se desmancharia, e que por mais que eu tentasse uma vez mais, ela estaria vazia. Você não se incomodou de deixar uma simples assinatura, largou a caixa na porta da minha casa, e feia e mal-cheirosa que só ela, eu podia jurar que você tinha confundido o caminho até o lixo, que você considerou minha porta o depósito da sua limpeza de sótão. Não sei bem quais foram suas intenções, mas seria mais notável se fossem das boas, eu sei que o que vale mais é o movimento, mas você não se dedicou tanto. Olho aquela caixa e tento entender a poesia e o mistério, e não compreendo nada, meu palpite máximo é considerar a caixa como metáfora, do nosso relacionamento, acabado, podre, demanchando aos poucos e ao mínimo toque, se abre, e está vazio&#8230; sempre esteve. &#160; Isadora Mello (2013) Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No silêncio daquela manhã, recordei das memórias que guardei com tanto esmero,</p>
<p>a caixa fedia a enxofre e a cortiça de que era feita descascava ligeiramente a cada vez que eu abria.</p>
<p>Não eram fotos, não eram bilhetes, embalagens, rascunhos,</p>
<p>a própria caixa era a maior recordação e me doía abrí-la,</p>
<p>odiava saber que a cada toque ela se desmancharia,</p>
<p>e que por mais que eu tentasse uma vez mais, ela estaria vazia.</p>
<p>Você não se incomodou de deixar uma simples assinatura,</p>
<p>largou a caixa na porta da minha casa,</p>
<p>e feia e mal-cheirosa que só ela, eu podia jurar que você tinha confundido o caminho até o lixo,</p>
<p>que você considerou minha porta o depósito da sua limpeza de sótão.</p>
<p>Não sei bem quais foram suas intenções,</p>
<p>mas seria mais notável se fossem das boas,</p>
<p>eu sei que o que vale mais é o movimento, mas você não se dedicou tanto.</p>
<p>Olho aquela caixa e tento entender a poesia e o mistério, e não compreendo nada,</p>
<p>meu palpite máximo é considerar a caixa como metáfora,</p>
<p>do nosso relacionamento,</p>
<p>acabado, podre, demanchando aos poucos e ao mínimo toque,</p>
<p>se abre, e está vazio&#8230;</p>
<p>sempre esteve.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2013)</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Estrago</title>
		<link>https://psiqueros.com/estrago/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2019 20:13:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[E agradeço ter sido tão doloroso, mas eu não lembrar da dor E agradeço ter durado tanto tempo, mas parecido tão pouco Agradeço não sentir nem remoroso ao lembrar Mas o que machuca é errar de novo, cometendo os mesmo erros. Podia ter doído mais, durado mais tempo e me trazido mais raiva de mim a mim mesma Assim, eu aprenderia a lição de uma vez e não me arriscaria nas mesmas armadilhas Saberia os macetes e não seria vítima das minhas próprias besteiras, principalmente repetir coisas até então superadas E eu deveria evoluir, e melhorar, e me preparar, e ser minha aliada ao saber o que me faz mal e o que eu devo (e principalmente o que eu devo deixar) de fazer Mas eu me enrosco, o ciclo da cobra que morde o próprio rabo, os círculos, o infinito, o veneno, o engolir a si mesma, A questão não é deixar de ser intensa, mas saber escolher a pessoa certa, ou que mereça, Eu sei que existem pessoas que só aprendem com insistência, depois de um tempo aprendem a perceber e valorizar, mas no final, é sempre mais pela perda. Vão te enxergar quando você parar de olhar para os lados e começar a encontrar a si mesma. E encontramos o que não esperamos e nem sempre estamos aptos a receber e aceitar o que nos vêm, os que nos vêem. Deixe que eles precisem de você, e que te enxerguem com mais amor, E a gente aprende com os nosso erros, mas não haverá melhora se são somente em repetições idiotas Claro que há o controle de certos acontecimentos e programação, mas o mais lindo é fruto do destino, daquele que não há toque, pretenção ou espera que não há manipulação E não há nada mais natural que ser sincera, verdadeira Às vezes é bom pensar somente em você Não no que você pode fazer por ele, no que ele olha, o que ele faz, pensa ou imagina, e deixar somente ser, porque um dia, ao insistir nesses mesmos enganos, vai doer, vai levar tempo e principalmente, vai ter ressentimento, daquele que te faz perder esperanças Se perder mais, no que você queria que fosse e no que você desejaria não ter sido que você desejaria, enfim jamais ter sequer existido &#160; Isadora Mello (2013) Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>E agradeço ter sido tão doloroso, mas eu não lembrar da dor</p>
<p>E agradeço ter durado tanto tempo, mas parecido tão pouco</p>
<p>Agradeço não sentir nem remoroso ao lembrar</p>
<p>Mas o que machuca é errar de novo, cometendo os mesmo erros.</p>
<p>Podia ter doído mais, durado mais tempo e me trazido mais raiva de mim a mim mesma</p>
<p>Assim, eu aprenderia a lição de uma vez e não me arriscaria nas mesmas armadilhas</p>
<p>Saberia os macetes e não seria vítima das minhas próprias besteiras, principalmente repetir coisas até então superadas</p>
<p>E eu deveria evoluir, e melhorar, e me preparar, e ser minha aliada</p>
<p>ao saber o que me faz mal e o que eu devo (e principalmente o que eu devo deixar) de fazer</p>
<p>Mas eu me enrosco, o ciclo da cobra que morde o próprio rabo, os círculos, o infinito, o veneno, o engolir a si mesma,</p>
<p>A questão não é deixar de ser intensa, mas saber escolher a pessoa certa, ou que mereça,</p>
<p>Eu sei que existem pessoas que só aprendem com insistência, depois de um tempo aprendem a perceber e valorizar, mas no final,</p>
<p>é sempre mais pela perda.</p>
<p>Vão te enxergar quando você parar de olhar para os lados e começar a encontrar a si mesma.</p>
<p>E encontramos o que não esperamos</p>
<p>e nem sempre estamos aptos a receber e aceitar o que nos vêm, os que nos vêem.</p>
<p>Deixe que eles precisem de você, e que te enxerguem com mais amor,</p>
<p>E a gente aprende com os nosso erros, mas não haverá melhora se são somente em repetições idiotas</p>
<p>Claro que há o controle de certos acontecimentos e programação, mas o mais lindo é fruto do destino, daquele que não há toque, pretenção ou espera</p>
<p>que não há manipulação</p>
<p>E não há nada mais natural que ser sincera, verdadeira</p>
<p>Às vezes é bom pensar somente em você</p>
<p>Não no que você pode fazer por ele, no que ele olha, o que ele faz, pensa ou imagina, e deixar somente ser,</p>
<p>porque um dia, ao insistir nesses mesmos enganos,</p>
<p>vai doer, vai levar tempo e principalmente, vai ter ressentimento,</p>
<p>daquele que te faz perder esperanças</p>
<p>Se perder mais, no que você queria que fosse</p>
<p>e no que você desejaria não ter sido</p>
<p>que você desejaria, enfim</p>
<p>jamais ter sequer existido</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2013)</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
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		<title>Guardado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2019 17:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Mesmo que nossos olhos não tenham se cruzado, eu sei que você sabe, enquanto eu penso que um dia você vai saber quem eu sou, você sente que existe alguém. Talvez não seja eu, mas eu sei que você pensa nisso, nesse alguém. Porque foi o que me trouxe até aqui a pensar , e o que moveu muito dos cursos de nosso mundo. Ele é ainda o mesmo, o seu e o meu, o amor se apagou de uns tempos para cá, minha luta para reacendê-lo era mais por orgulho do que eu fui ou do que poderíamos ser, questão de honra, mas hoje minha meta é outra. É não querendo você que eu vou te ter, se eu te amasse antes, não teria isso de sentimento mútuo nascer, eu já estaria pelo caminho. Eu sempre fui a primeira, e você sabe como esses vencedores são solitários. A gente aprende com a experiência a não esperar. Porque o que a gente espera não acontecerá. Então só se convence de que superou. Mas eu preciso manter o que era minha fé, um recado a mim mesma para daqui a 20 anos, um recado para você, porque existe um lado de mim que não quer desperdício de sentimentos, que acredita que só de estar no papel é real, ou pode vir a existir. E porque mesmo se eu nunca te tiver, eu quero saber contar que essas sensações me preencheram, isso de que combinaríamos, como consigo visualizar nosso futuro, como você sempre foi, até com seus erros, o mais certo. E esse amor está guardado, e essas expectativas. Os assuntos que saberíamos compartilhar, segredos a confiar, inspirações a criar juntos e loucuras ou sonhos a tornar realidade. Como você é a causa e o resultado, e eu vejo em mim o que eu preencheria de seu vazio, suas indiretas em textos, olhares, vozes e sinais, na sua imagem pública e no seu procurar. Também quero ressaltar que eu posso ser a pessoa certa mas aquela que você poderá nunca saber sobre. O que te digo mesmo, é que a gente pode se encontrar e completar, ou perceber que era muito intenso para ter controle e isso acabar dando tão errado, Mas o que teríamos a perder além desse sentimento de que algo falta, que não está certo e que existe alguém ali? São as metas que nos fazem sobreviver. Mas eu esperarei o dia em que nossos planos sejam mais do que encontrar o que nos falta, não só porque temos que estar inteiros em nosso encontro, mas porque os sonhos que realizaríamos juntos seriam mais emocionantes. E nesses batimentos de coração, inspirações e pensamentos paralelos, fica a fé, a esperança. Como tudo fez sentido ao te adotar, como seria seu resgate, só se você soubesse, quem eu sou. Eu vou te amar, eu vou fazer acontecer, a diferença é que a partir de agora eu não vou deixar essa situação ser a única, não vou me castigar tanto se algo não der certo e serei até positiva com isso “místico das coisas que deveriam acontecer” e a emoção de drama e trama, e do romance de minha vida de livro, filme ou música. Mas eu ainda vou lutar, e até mais. Mas jogue os sinais, diga que está valendo a pena, que você sente, que você sabe que vai saber mais. E que você ainda acredita. Eu só preciso saber que você luta. E como eu, não vai parar ou desistir pelo o que você sente, mas como lutará também, pelo o que você ainda não sabe. &#160; Isadora Mello, 25.06.2013 Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo que nossos olhos não tenham se cruzado, eu sei que você sabe, enquanto eu penso que um dia você vai saber quem eu sou, você sente que existe alguém. Talvez não seja eu, mas eu sei que você pensa nisso, nesse alguém.</p>
<p>Porque foi o que me trouxe até aqui a pensar , e o que moveu muito dos cursos de nosso mundo. Ele é ainda o mesmo, o seu e o meu, o amor se apagou de uns tempos para cá, minha luta para reacendê-lo era mais por orgulho do que eu fui ou do que poderíamos ser, questão de honra, mas hoje minha meta é outra. É não querendo você que eu vou te ter, se eu te amasse antes, não teria isso de sentimento mútuo nascer, eu já estaria pelo caminho.</p>
<p>Eu sempre fui a primeira, e você sabe como esses vencedores são solitários.</p>
<p>A gente aprende com a experiência a não esperar. Porque o que a gente espera não acontecerá. Então só se convence de que superou. Mas eu preciso manter o que era minha fé, um recado a mim mesma para daqui a 20 anos, um recado para você, porque existe um lado de mim que não quer desperdício de sentimentos, que acredita que só de estar no papel é real, ou pode vir a existir.</p>
<p>E porque mesmo se eu nunca te tiver, eu quero saber contar que essas sensações me preencheram, isso de que combinaríamos, como consigo visualizar nosso futuro, como você sempre foi, até com seus erros, o mais certo. E esse amor está guardado, e essas expectativas.</p>
<p>Os assuntos que saberíamos compartilhar, segredos a confiar, inspirações a criar juntos e loucuras ou sonhos a tornar realidade. Como você é a causa e o resultado, e eu vejo em mim o que eu preencheria de seu vazio, suas indiretas em textos, olhares, vozes e sinais, na sua imagem pública e no seu procurar. Também quero ressaltar que eu posso ser a pessoa certa mas aquela que você poderá nunca saber sobre.</p>
<p>O que te digo mesmo, é que a gente pode se encontrar e completar, ou perceber que era muito intenso para ter controle e isso acabar dando tão errado,</p>
<p>Mas o que teríamos a perder além desse sentimento de que algo falta, que não está certo e que existe alguém ali? São as metas que nos fazem sobreviver.</p>
<p>Mas eu esperarei o dia em que nossos planos sejam mais do que encontrar o que nos falta, não só porque temos que estar inteiros em nosso encontro, mas porque os sonhos que realizaríamos juntos seriam mais emocionantes.</p>
<p>E nesses batimentos de coração, inspirações e pensamentos paralelos, fica a fé, a esperança. Como tudo fez sentido ao te adotar, como seria seu resgate, só se você soubesse, quem eu sou.</p>
<p>Eu vou te amar, eu vou fazer acontecer, a diferença é que a partir de agora eu não vou deixar essa situação ser a única, não vou me castigar tanto se algo não der certo e serei até positiva com isso “místico das coisas que deveriam acontecer” e a emoção de drama e trama, e do romance de minha vida de livro, filme ou música.</p>
<p>Mas eu ainda vou lutar, e até mais. Mas jogue os sinais, diga que está valendo a pena, que você sente, que você sabe que vai saber mais. E que você ainda acredita. Eu só preciso saber que você luta.</p>
<p>E como eu, não vai parar ou desistir pelo o que você sente, mas como lutará também, pelo o que você ainda não sabe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello, 25.06.2013</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
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		<title>Romeu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 20:52:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Neguei a vida do teu filho como meu Resolvi cavar sua cova, Romeu, na solidão de um único caixão, O romance todo morreu Eu não queria te adotar em minha vida, incluindo o passado que não me pertenceu, &#160; Então não me traga suas dores, seus velhos amores, e não me leve a sua casa, que é mais velha que a própria cidade E que carrega histórias cheias, de vidas que não acompanhei, E a certeza de que nunca vou poder acompanhar, &#160; Sei que parece egoísmo Intolerância de quem não sabe dar oportunidade e tentar Mas eu queria você bem limpo, sem ressentimento ou passado No meu ego exagero de querer ser a única da sua vida &#160; Ainda me queimam as mágoas de eu não ser a primeira Das realidades que não posso mudar Eu não gosto de olhar tua vida Que você já foi feliz sem mim Que eu não sou os seus motivos Que você pode cometer os mesmos erros &#160; Que pode me trair, como traiu a outra Mesmo que a tenha traído comigo que acabou por ser isso, que tenha me trazido você &#160; Isadora Mello (2013) Créditos da Imagem: Weheartit Ilustrações: Isadora Mello &#160; &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neguei a vida do teu filho como meu</p>
<p>Resolvi cavar sua cova,</p>
<p>Romeu, na solidão de um único caixão,</p>
<p>O romance todo morreu</p>
<p>Eu não queria te adotar em minha vida,</p>
<p>incluindo o passado que não me pertenceu,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então não me traga suas dores, seus velhos amores,</p>
<p>e não me leve a sua casa, que é mais velha que a própria cidade</p>
<p>E que carrega histórias cheias, de vidas que não acompanhei,</p>
<p>E a certeza de que nunca vou poder acompanhar,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sei que parece egoísmo</p>
<p>Intolerância de quem não sabe dar oportunidade e tentar</p>
<p>Mas eu queria você bem limpo,</p>
<p>sem ressentimento ou passado</p>
<p>No meu ego exagero de querer ser a única da sua vida</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda me queimam as mágoas de eu não ser a primeira</p>
<p>Das realidades que não posso mudar</p>
<p>Eu não gosto de olhar tua vida</p>
<p>Que você já foi feliz sem mim</p>
<p>Que eu não sou os seus motivos</p>
<p>Que você pode cometer os mesmos erros</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que pode me trair, como traiu a outra</p>
<p>Mesmo que a tenha traído comigo</p>
<p>que acabou por ser isso,</p>
<p>que tenha me trazido você</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2013)</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
<p>Ilustrações: Isadora Mello</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-491 alignleft" src="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu4-225x300.jpg" alt="" width="374" height="499" srcset="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu4-225x300.jpg 225w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu4-768x1023.jpg 768w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu4-769x1024.jpg 769w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu4.jpg 880w" sizes="(max-width: 374px) 100vw, 374px" /><img decoding="async" class="wp-image-490 alignright" src="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu-300x285.jpg" alt="" width="442" height="420" srcset="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu-300x285.jpg 300w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu-768x729.jpg 768w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu-1024x972.jpg 1024w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu.jpg 1066w" sizes="(max-width: 442px) 100vw, 442px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Uma margarida</title>
		<link>https://psiqueros.com/uma-margarida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 20:41:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu já não sou a mesma garota Que arranca uma flor e coloca na roupa Eu já não sou aquela que para e espera um milagre Já esqueci como era ficar Ao pé do telefone E o ônibus que eu tinha que pegar caso quisesse te visitar Já superei o que era sentir com você Já acostumei com o que é não sentir você Ser vestígio de você Achei que seria missão impossível Ser só feliz comigo (ser só) Mas agora eu percebo Que estou inteira E que não preciso de ninguém Que não precisa de mim também Em toda minha vida não sabia te deixar Achei que nunca ia aguentar Que não poderia aguentar Sem vestígio de você Só sou &#160; Isadora Mello (2013) Créditos da Imagem: Weheartit Ilustrações: Isadora Mello &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já não sou a mesma garota</p>
<p>Que arranca uma flor e coloca na roupa</p>
<p>Eu já não sou aquela que para e espera um milagre</p>
<p>Já esqueci como era ficar</p>
<p>Ao pé do telefone</p>
<p>E o ônibus que eu tinha que pegar caso quisesse te visitar</p>
<p>Já superei o que era sentir com você</p>
<p>Já acostumei com o que é não sentir você</p>
<p>Ser vestígio de você</p>
<p>Achei que seria missão impossível</p>
<p>Ser só feliz comigo</p>
<p>(ser só)</p>
<p>Mas agora eu percebo</p>
<p>Que estou inteira</p>
<p>E que não preciso de ninguém</p>
<p>Que não precisa de mim também</p>
<p>Em toda minha vida não sabia te deixar</p>
<p>Achei que nunca ia aguentar</p>
<p>Que não poderia aguentar</p>
<p>Sem vestígio de você</p>
<p>Só sou</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2013)</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
<p>Ilustrações: Isadora Mello</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-504 aligncenter" src="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/umamargarida-267x300.jpg" alt="" width="485" height="545" srcset="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/umamargarida-267x300.jpg 267w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/umamargarida-768x862.jpg 768w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/umamargarida-912x1024.jpg 912w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/umamargarida.jpg 1126w" sizes="(max-width: 485px) 100vw, 485px" /></p>
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		<title>Por um fio</title>
		<link>https://psiqueros.com/por-um-fio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 20:12:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2013]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Você me fez assumir os seus erros, me desculpar pelos meus sorrisos, sustentar seus sonhos, ser o escape de sua imaginação, se apoiou na minha felicidade e se contentou com a vista do seu novo trono de poder, além de subir até ele, você me afastava de minhas próprias conquistas. Eu alimentava carinho, chances, confiança, e quanto mais você pudesse destruir, o que recém-nascia, mais feliz você ficava. Eu admirava você pois associei seus atos e os adotei para mim, eu era maravilhada pelo o que você fazia e como, até em um momento você comentar que nunca foi algo que você realmente quisesse, e que você já estava exausto de tentar compreender o pensamento humano e que odiava interpretar sonhos. Eu me reconheci em sua casa, eu passava pelos corredores acariciando as paredes e andando com a cabeça complacente ao ambiente como se recebesse uma brisa fresca diretamente no rosto, do jeito que a gente gosta, Mas você só sabia falar da bagunça, da escuridão, da arquitetura torta e das esquisitices da fiação, da luz que sempre acabava, enquanto eu guardei um sofrimento pela possível perda, você parecia aliviado. Mas não foi ignorância minha, foi ingenuidade Eu senti a sua dor e captei para mim, mas você não enganou só a mim, e sim a si mesmo, você mais ingênuo e vítima, e pior que eu para você, você de si mesmo. Eu fui sensível o suficiente para ver que não é questão de você ser uma fraude, mas de você ser fraco. E assim como você se preserva para maus momentos, você desconhece as felicidades de um bom momento pois também se segura para eles. Por um tempo, pensei que você se aproveitava e me zombava, mas você sofre pelos seus próprios atos mais do que eu sofro pelos meus e influência dos teus. E por mais que me sentisse enganada, saber que você se compromete, alivia tudo sobre mim, e eu não sou mais a idiota da história. Antes de pena por mim, agora eu tenho por você. (você fingiu na hora que se importava, ou você só passou a fingir agora de que não se importa?) (houve uma considerável troca de pessoas agora) &#160; Isadora Mello (2013) Créditos da Imagem: Weheartit Ilustrações: Isadora Mello &#160;  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você me fez assumir os seus erros, me desculpar pelos meus sorrisos, sustentar seus sonhos, ser o escape de sua imaginação, se apoiou na minha felicidade e se contentou com a vista do seu novo trono de poder, além de subir até ele, você me afastava de minhas próprias conquistas.</p>
<p>Eu alimentava carinho, chances, confiança, e quanto mais você pudesse destruir, o que recém-nascia, mais feliz você ficava. Eu admirava você pois associei seus atos e os adotei para mim, eu era maravilhada pelo o que você fazia e como, até em um momento você comentar que nunca foi algo que você realmente quisesse, e que você já estava exausto de tentar compreender o pensamento humano e que odiava interpretar sonhos.</p>
<p>Eu me reconheci em sua casa, eu passava pelos corredores acariciando as paredes e andando com a cabeça complacente ao ambiente como se recebesse uma brisa fresca diretamente no rosto, do jeito que a gente gosta,</p>
<p>Mas você só sabia falar da bagunça, da escuridão, da arquitetura torta e das esquisitices da fiação, da luz que sempre acabava, enquanto eu guardei um sofrimento pela possível perda, você parecia aliviado. Mas não foi ignorância minha, foi ingenuidade</p>
<p>Eu senti a sua dor e captei para mim, mas você não enganou só a mim, e sim a si mesmo, você mais ingênuo e vítima, e pior que eu para você, você de si mesmo.</p>
<p>Eu fui sensível o suficiente para ver que não é questão de você ser uma fraude, mas de você ser fraco.</p>
<p>E assim como você se preserva para maus momentos, você desconhece as felicidades de um bom momento pois também se segura para eles.</p>
<p>Por um tempo, pensei que você se aproveitava e me zombava, mas você sofre pelos seus próprios atos mais do que eu sofro pelos meus e influência dos teus.</p>
<p>E por mais que me sentisse enganada, saber que você se compromete, alivia tudo sobre mim, e eu não sou mais a idiota da história.</p>
<p>Antes de pena por mim,</p>
<p>agora eu tenho por você.</p>
<p>(você fingiu na hora que se importava, ou você só passou a fingir agora de que não se importa?)</p>
<p>(houve uma considerável troca de pessoas agora)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2013)</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
<p>Ilustrações: Isadora Mello</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-495 alignleft" src="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu2-225x300.jpg" alt="" width="327" height="436" srcset="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu2-225x300.jpg 225w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu2-768x1024.jpg 768w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu2.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-494 aligncenter" src="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/porumfio1-225x300.jpg" alt="" width="343" height="457" srcset="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/porumfio1-225x300.jpg 225w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/porumfio1-768x1024.jpg 768w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/porumfio1.jpg 1138w" sizes="auto, (max-width: 343px) 100vw, 343px" />  <img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-496 alignright" src="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu3-225x300.jpg" alt="" width="318" height="424" srcset="https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu3-225x300.jpg 225w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu3-768x1024.jpg 768w, https://psiqueros.com/wp-content/uploads/2019/01/romeu3.jpg 831w" sizes="auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px" /></p>
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