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	<title>2011 &#8211; Psiqueros</title>
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	<title>2011 &#8211; Psiqueros</title>
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		<title>www.eu.com.br</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jun 2019 19:59:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Se de um lado, a internet abre as portas do mundo, do outro, ela nos fecha, nos dividindo em pequenos muros separados, onde por um momento, temos a idéia de que tudo circula ao nosso redor. Escrevemos nossos textos, espalhamos nossos sentimentos, contamos nossos segredos, expomos nosso rosto, nosso corpo, nossa casa, nossa família. E parece que quanto mais tentamos simplesmente não lidar com críticas, mais as pessoas tentam comentar cada ato nosso. Passamos a fazer as coisas sem notarmos as conseqüências – coisas que deveriam pertencer ocultas, fotos e informações que não deviam ter sido publicadas&#8230; Nos intrometemos na vida de uma pessoa, Perdemos a noção de que podemos estar magoando. Muitas vezes, passamos a imagem do que não somos, ou, mesmo quando estamos sendo sinceros as pessoas não captam a realidade – aparentamos sermos falsos e ficamos irreconhecíveis! Ocorrem tantas confusões existenciais! Não sabemos quem somos, temos muitos “tipos de ser” que poderíamos adotar (aqueles que queremos ser, aquilo que os outros acham que nós somos, o que os outros queriam que fôssemos, e muitas mais possibilidades…) Não nos reconhecemos, não somos sinceros o suficiente com nós mesmos e com nossos gostos, opiniões e sensações (pois estamos mais próximos das &#8220;modinhas&#8221; e conscientes ou não, estamos seguindo as tais tendências que se colam ao nosso redor, como espécie de fascinação, quase como obrigação). Pessoas sentem que já nos conhecem o suficiente e por isso assim, no direito de se intrometerem na nossa vida! (mas não as culpemos, nossa vida pessoal está cada vez mais pública!) Um caso normal vira polêmica em segundos, e é muito mais fácil atingirmos pessoas pelo computador já que permanecemos na tranqüilidade e na segurança de nossas próprias casas. A internet deveria ser algo incrível, um lugar onde as pessoas se conheceriam e se comunicariam, um lugar que não teria limites, tanto para aprender, quanto para desenvolver, para expressar. Um lugar onde cada pessoa diria o que sente e pensa e assim, cada um iria recolher o melhor de cada um, julgando o que não é bom, para tentar melhorar ou só por interpretar mesmo. Formando sua própria personalidade a partir do que gosta e não gosta! Mas até isso sofre influência da internet. A internet acabou sendo um refúgio, uma máscara. Uma idealização de uma vida perfeita, um coração machucado que faz espetáculo com o sofrimento só para ganhar atenção, uma pessoa que não consegue ser ao vivo quem parece ser nas telas. Chega uma hora que não consigo mais entender, por que nos sentimos tão demais a ponto de queremos atingir as pessoas que se expressam? Por que nos achamos tão demais a ponto de criarmos uma conta anônima e xingarmos os feitos e crenças de uma pessoa sem nem nos darmos o direito de justificar, de tentar ajudar com uma crítica construtiva? Achamos-nos tão demais, a ponto de começar a ligar demais para nós mesmos e simplesmente, esquecermos dos sentimentos dos outros. É muito mais fácil fingir hoje em dia&#8230; &#8230;Fingir que está sofrendo, fingir que está chorando só mudando o status, fingir que está bem com uma foto, fingir que está sentindo com um texto, fingir que se importa, com recados, fingir que gosta, tentando comprar pessoas e seguidores. Fingir que é fã, simplesmente porque colocou uma foto do artista, ou fingir que tem escrúpulos porque fingiu que se importa. É fácil fingir quando não se olha nos olhos. Eu não sei o que comentar, de um lado, adoro a liberdade de você falar o que pensa, pensar no que acredita, acreditar no que quiser, quiser o que sente, sentir o que fala, ser o que é e poder mostrar isso. Mas por outro, não tem como não sentir raiva de como as coisas vem seguindo cursos. Querem a verdade? Ao invés de estarmos nos doando para a internet, para o mundo, mostrando quem somos, o que pensamos, o que sentimos, nós estamos deixando o mundo e a internet, estabelecerem isso para a gente. E ao invés de pensarmos nos outros e nos importarmos com o que acontece, cada vez estamos só enxergando os nossos próprios umbigos. Isadora Mello, texto de 2011.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Se de um lado, a internet abre as portas do mundo, do outro, ela nos fecha, nos dividindo em pequenos muros separados, onde por um momento, temos a idéia de que tudo circula ao nosso redor.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Escrevemos nossos textos, espalhamos nossos sentimentos, contamos nossos segredos, expomos nosso rosto, nosso corpo, nossa casa, nossa família.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">E parece que quanto mais tentamos simplesmente não lidar com críticas, mais as pessoas tentam comentar cada ato nosso.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Passamos a fazer as coisas sem notarmos as conseqüências – coisas que deveriam pertencer ocultas, fotos e informações que não deviam ter sido publicadas&#8230; Nos intrometemos na vida de uma pessoa, Perdemos a noção de que podemos estar magoando.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Muitas vezes, passamos a imagem do que não somos, ou, mesmo quando estamos sendo sinceros as pessoas não captam a realidade – aparentamos sermos falsos e ficamos irreconhecíveis!</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Ocorrem tantas confusões existenciais! Não sabemos quem somos, temos muitos “tipos de ser” que poderíamos adotar (aqueles que queremos ser, aquilo que os outros acham que nós somos, o que os outros queriam que fôssemos, e muitas mais possibilidades…)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Não nos reconhecemos, não somos sinceros o suficiente com nós mesmos e com nossos gostos, opiniões e sensações (pois estamos mais próximos das &#8220;modinhas&#8221; e conscientes ou não, estamos seguindo as tais tendências que se colam ao nosso redor, como espécie de fascinação, quase como obrigação).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Pessoas sentem que já nos conhecem o suficiente e por isso assim, no direito de se intrometerem na nossa vida! (mas não as culpemos, nossa vida pessoal está cada vez mais pública!)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Um caso normal vira polêmica em segundos, e é muito mais fácil atingirmos pessoas pelo computador já que permanecemos na tranqüilidade e na segurança de nossas próprias casas.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">A internet deveria ser algo incrível, um lugar onde as pessoas se conheceriam e se comunicariam, um lugar que não teria limites, tanto para aprender, quanto para desenvolver, para expressar.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Um lugar onde cada pessoa diria o que sente e pensa e assim, cada um iria recolher o melhor de cada um, julgando o que não é bom, para tentar melhorar ou só por interpretar mesmo. Formando sua própria personalidade a partir do que gosta e não gosta! Mas até isso sofre influência da internet.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">A internet acabou sendo um refúgio, uma máscara. Uma idealização de uma vida perfeita, um coração machucado que faz espetáculo com o sofrimento só para ganhar atenção, uma pessoa que não consegue ser ao vivo quem parece ser nas telas.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Chega uma hora que não consigo mais entender, por que nos sentimos tão demais a ponto de queremos atingir as pessoas que se expressam? Por que nos achamos tão demais a ponto de criarmos uma conta anônima e xingarmos os feitos e crenças de uma pessoa sem nem nos darmos o direito de justificar, de tentar ajudar com uma crítica construtiva? Achamos-nos tão demais, a ponto de começar a ligar demais para nós mesmos e simplesmente, esquecermos dos sentimentos dos outros.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">É muito mais fácil fingir hoje em dia&#8230;</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">&#8230;Fingir que está sofrendo, fingir que está chorando só mudando o status, fingir que está bem com uma foto, fingir que está sentindo com um texto, fingir que se importa, com recados, fingir que gosta, tentando comprar pessoas e seguidores. Fingir que é fã, simplesmente porque colocou uma foto do artista, ou fingir que tem escrúpulos porque fingiu que se importa.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">É fácil fingir quando não se olha nos olhos.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Eu não sei o que comentar, de um lado, adoro a liberdade de você falar o que pensa, pensar no que acredita, acreditar no que quiser, quiser o que sente, sentir o que fala, ser o que é e poder mostrar isso. Mas por outro, não tem como não sentir raiva de como as coisas vem seguindo cursos.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Querem a verdade? Ao invés de estarmos nos doando para a internet, para o mundo, mostrando quem somos, o que pensamos, o que sentimos, nós estamos deixando o mundo e a internet, estabelecerem isso para a gente.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">E ao invés de pensarmos nos outros e nos importarmos com o que acontece, cada vez estamos só enxergando os nossos próprios umbigos.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify;">Isadora Mello, texto de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Enxergar</title>
		<link>https://psiqueros.com/enxergar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2019 02:38:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Tanta coisa aqui, entalada em mim. Desejos que gostaria que se tornassem em voz alta, vontades que atravessariam a sua zona de conforto e fossem expressas, que ao se aventurarem pelo mundo que as ouve e as veem, elas ficassem reais. Tantas coisas que queria dizer nessa mistura de não saber encaixar cada fato, não achando sentido para abrir a boca ou uma ordem para justificar minhas palavras. Falar do mundo, das imagens, das reflexões que se despertam, eu costumava ser mais espontânea, perceber com mais sensibilidade, deixar fluir naturalmente. Agora quando procuro o mundo, tenho vontade também de me encontrar, mas ao acaso, perdida nas histórias, na gente, nas artes e culturas, na imensidão ou no detalhe, no melhor ou em seu lado mais obscuro, ver o que todo mundo vê, ver o que ninguém enxerga. &#160; Isadora Mello, provavelmente 2011 Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tanta coisa aqui, entalada em mim.</p>
<p>Desejos que gostaria que se tornassem em voz alta, vontades que atravessariam a sua zona de conforto e fossem expressas, que ao se aventurarem pelo mundo que as ouve e as veem, elas ficassem reais.</p>
<p>Tantas coisas que queria dizer nessa mistura de não saber encaixar cada fato, não achando sentido para abrir a boca ou uma ordem para justificar minhas palavras.</p>
<p>Falar do mundo, das imagens, das reflexões que se despertam,</p>
<p>eu costumava ser mais espontânea, perceber com mais sensibilidade, deixar fluir naturalmente.</p>
<p>Agora quando procuro o mundo,</p>
<p>tenho vontade também de me encontrar,</p>
<p>mas ao acaso, perdida nas histórias,</p>
<p>na gente, nas artes e culturas,</p>
<p>na imensidão ou no detalhe,</p>
<p>no melhor ou em seu lado mais obscuro,</p>
<p>ver o que todo mundo vê,</p>
<p>ver o que ninguém enxerga.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello,</p>
<p>provavelmente 2011</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
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		<title>Solidão</title>
		<link>https://psiqueros.com/solidao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2019 22:16:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá folha branco, e aqui nos encontramos uma vez mais, assim como o silêncio, como o escuro, ou como o corpo nu, é incrível como de repente, acabo sempre me deparando com algum de vocês, É tão irônico isso, a solidão vir acompanhada, por todas as vezes que eu fico sozinha com vocês, eu não estou mais sozinha, vocês são praticamente pedaços de mim, alguém da família que me conhece profundamente, que sabe os meus sucessos e fraquezas. Que sempre cria espaço pra vir me visitar, Que nunca me abandonam, pois no fundo, lá estão, preenchendo o vazio, sendo o vazio do meu cheio. Eu não posso transbordar a qualquer hora, mas eu também não quero que a minha alma seque. Preencher o vazio que vocês me trazem, é o que me move, é escrever na folha branca, é gritar no silencio, é ligar a luz no escuro, é vestir o corpo. Mas e a solidão? O que fazer? Como preencher o espaço que falta, como escrevê-la, gritá-la, ligá-la, vesti-la? Mesmo se eu escrevê-la eu ainda não teria dito tudo, por mais que eu gritasse, sua falta de ouvidos a incapacitariam de me escutar, ligá-la não iria afasta-la, só a tornaria mais nítida, e vestí-la, seria a maneira mais covarde de tentar cobrir algo que nunca vai sumir. Solidão, te convido então para ir embora, não preciso de ninguém vindo para te substituir, eu vou convidar a mim mesma, pois eu vou me descobrir, e ser minha amiga, e me conhecer, e saber quem eu sou, e assim, nunca mais estarei sozinha, e não precisarei de mais ninguém, a não ser de mim mesma. &#160; Isadora Mello (2011) Créditos da Imagem: Weheartit &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Olá folha branco, e aqui nos encontramos uma vez mais,</p>
<p>assim como o silêncio, como o escuro, ou como o corpo nu, é incrível como de repente, acabo sempre me deparando com algum de vocês,</p>
<p>É tão irônico isso, a solidão vir acompanhada, por todas as vezes que eu fico sozinha com vocês, eu não estou mais sozinha, vocês são praticamente pedaços de mim, alguém da família que me conhece profundamente, que sabe os meus sucessos e fraquezas. Que sempre cria espaço pra vir me visitar,</p>
<p>Que nunca me abandonam, pois no fundo, lá estão, preenchendo o vazio, sendo o vazio do meu cheio. Eu não posso transbordar a qualquer hora, mas eu também não quero que a minha alma seque.</p>
<p>Preencher o vazio que vocês me trazem, é o que me move,</p>
<p>é escrever na folha branca, é gritar no silencio, é ligar a luz no escuro, é vestir o corpo.</p>
<p>Mas e a solidão? O que fazer? Como preencher o espaço que falta, como escrevê-la, gritá-la, ligá-la, vesti-la?</p>
<p>Mesmo se eu escrevê-la eu ainda não teria dito tudo, por mais que eu gritasse, sua falta de ouvidos a incapacitariam de me escutar, ligá-la não iria afasta-la, só a tornaria mais nítida, e vestí-la, seria a maneira mais covarde de tentar cobrir algo que nunca vai sumir.</p>
<p>Solidão, te convido então para ir embora, não preciso de ninguém vindo para te substituir,</p>
<p>eu vou convidar a mim mesma, pois eu vou me descobrir, e ser minha amiga, e me conhecer, e saber quem eu sou,</p>
<p>e assim, nunca mais estarei sozinha, e não precisarei de mais ninguém,</p>
<p>a não ser de mim mesma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello (2011)</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tempestade</title>
		<link>https://psiqueros.com/tempestade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2018 01:47:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Pensei que seria mais fácil, estas tempestades de pensamentos correm fogosas, se você não as captura logo, bem rápido elas zarpam para outro canto. Não há retorno ou segunda chance, duas coisas podem acontecer, continuar selecionando e ver que nenhuma será boa como a que você perdeu ou ficar contente em ter arriscado, e agora, a outra corrente ser melhor. Eu não estou sabendo usar meu depósito e meu tempo direito, estou nos extremos e o equilíbrio com sua perfeição tão distantes, ri dos meus oito e oitentas de cabeça para baixo. Ou eu não tenho nada ou eu tenho tanto que nem consigo suprir a demanda. Apesar de eu gostar mais do lado que é tão grande que mal lhe cabe espaço, saber que não consegui completar continuar, terminar, me destrói. A única coisa que realmente sei é que com tudo ou com nada, a vontade de escrever grita do fundo da minha garganta E por menos que pareça, o que liga essas palavras para o mundo real é muito mais complexo que uma caneta conectando. São as vivências que vão implantar adjetivos e substantivos capazes de retratar exatamente o que me dizem. Pois há uma diferença entre capturar e registrar tempestades. &#160; Isadora Mello, 2011 Créditos da Imagem: Wehearit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pensei que seria mais fácil, estas tempestades de pensamentos correm fogosas, se você não as captura logo, bem rápido elas zarpam para outro canto.</p>
<p>Não há retorno ou segunda chance, duas coisas podem acontecer, continuar selecionando e ver que nenhuma será boa como a que você perdeu ou ficar contente em ter arriscado, e agora, a outra corrente ser melhor.</p>
<p>Eu não estou sabendo usar meu depósito e meu tempo direito, estou nos extremos e o equilíbrio com sua perfeição tão distantes, ri dos meus oito e oitentas de cabeça para baixo.</p>
<p>Ou eu não tenho nada ou eu tenho tanto que nem consigo suprir a demanda.</p>
<p>Apesar de eu gostar mais do lado que é tão grande que mal lhe cabe espaço, saber que não consegui completar continuar, terminar, me destrói.</p>
<p>A única coisa que realmente sei é que com tudo ou com nada, a vontade de escrever grita do fundo da minha garganta</p>
<p>E por menos que pareça, o que liga essas palavras para o mundo real é muito mais complexo que uma caneta conectando.</p>
<p>São as vivências que vão implantar adjetivos e substantivos capazes de retratar exatamente o que me dizem.</p>
<p>Pois há uma diferença entre capturar e registrar tempestades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello, 2011</p>
<p>Créditos da Imagem: Wehearit</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Mente, Ira, Mentira</title>
		<link>https://psiqueros.com/mente-ira-mentira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2018 01:25:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Algo que tenho plena consciência, é de que eu costumava ser mais maliciosa. A crueldade sempre teve uma face para mim, uma face minha, aliás. Quando a imagino, já me vejo sentada em um poltrona oval, acolchoada de camurça, vejo minhas pernas cruzadas, lábios bem vermelhos e os meus olhos não aparecem.. Geralmente meu corpo está curvado, com os ombros um pouco jogados para frente. Consigo ver a curva dos meus lábios em um sorriso irônico, os dentes a mostra como se eu rugisse baixinho. Essa é a imagem da minha maldade, linda, intrigante, sensual, misteriosa, com seus véus de viúva ou máscara de renda preta, tenho vontade de encará-la por inteiro, decifrá-la, mesmo ela sendo eu. Ela fala tudo o que eu penso e não digo, tudo o que eu desejo e escondo. Tudo o que eu quero ser mas não consigo. Ela não tem medo, não tem fraqueza. Ela é decidida, irreverente, ativa e intrigante. Suas palavras são sussurros e ela parece ronronar. Ela é o que quer, o que é. Seu único defeito é não ser tão forte e se propagar por inteiro, do jeito que eu precisaria. Mas ela como minha mente, zomba, ela ri de você. &#160; Isadora Mello, 2011 Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Algo que tenho plena consciência, é de que eu costumava ser mais maliciosa.</p>
<p>A crueldade sempre teve uma face para mim, uma face minha, aliás.</p>
<p>Quando a imagino, já me vejo sentada em um poltrona oval, acolchoada de camurça, vejo minhas pernas cruzadas, lábios bem vermelhos e os meus olhos não aparecem..</p>
<p>Geralmente meu corpo está curvado, com os ombros um pouco jogados para frente. Consigo ver a curva dos meus lábios em um sorriso irônico, os dentes a mostra como se eu rugisse baixinho.</p>
<p>Essa é a imagem da minha maldade,</p>
<p>linda, intrigante, sensual, misteriosa, com seus véus de viúva ou máscara de renda preta,</p>
<p>tenho vontade de encará-la por inteiro,</p>
<p>decifrá-la,</p>
<p>mesmo ela sendo</p>
<p>eu.</p>
<p>Ela fala tudo o que eu penso e não digo, tudo o que eu desejo e escondo.</p>
<p>Tudo o que eu quero ser mas não consigo.</p>
<p>Ela não tem medo, não tem fraqueza.</p>
<p>Ela é decidida, irreverente, ativa e intrigante.</p>
<p>Suas palavras são sussurros e ela parece ronronar.</p>
<p>Ela é o que quer, o que é. Seu único defeito é não ser tão forte e se propagar por inteiro, do jeito que eu precisaria.</p>
<p>Mas ela como minha mente,</p>
<p>zomba,</p>
<p>ela ri de você.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello, 2011</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Ingrato</title>
		<link>https://psiqueros.com/ingrato/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Isadora Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2018 01:10:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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					<description><![CDATA[Ali na sua brincadeira inconstante você não percebia a maldade por trás dos seus atos, segurava meu cabelo com força, borrava minha maquiagem, tirava toda minha roupa, você me amava, mas eu me tornava como qualquer outra. O que te fez ir até mim um dia, as superficialidades, uma boca pintada, um olho marcado em delineado, o cabelo bem comprido preso, e agora em sua cama você tirava a razão do que havia propriamente te feito se apaixonar por mim. Quando você veio boboca, segurando o peito, com o corpo levemente dobrado para trás, se arrastando teatralmente até mim dizendo que o cupido havia lhe acertado. Eu também nem sei como com aquela cantada tão batida lhe dei atenção. Mas não pedi para você mudar, me apaixonei por você do jeito que era e veio a mim, tantas vezes do jeito tolo que você tinha. Então aceita meu cabelo, minha boca pintada, minhas roupas, eles que um dia já te trouxeram a mim, não me tire de mim mesma. &#160; Isadora Mello, provavelmente 2011 Créditos da Imagem: Weheartit]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ali na sua brincadeira inconstante você não percebia a maldade por trás dos seus atos,</p>
<p>segurava meu cabelo com força, borrava minha maquiagem, tirava toda minha roupa,</p>
<p>você me amava, mas eu me tornava como qualquer outra.</p>
<p>O que te fez ir até mim um dia, as superficialidades,</p>
<p>uma boca pintada, um olho marcado em delineado, o cabelo bem comprido preso,</p>
<p>e agora em sua cama você tirava a razão do que havia propriamente te feito se apaixonar por mim.</p>
<p>Quando você veio boboca, segurando o peito, com o corpo levemente dobrado para trás,</p>
<p>se arrastando teatralmente até mim dizendo que o cupido havia lhe acertado.</p>
<p>Eu também nem sei como com aquela cantada tão batida lhe dei atenção.</p>
<p>Mas não pedi para você mudar, me apaixonei por você do jeito que era e veio a mim,</p>
<p>tantas vezes do jeito tolo que você tinha.</p>
<p>Então aceita meu cabelo, minha boca pintada, minhas roupas,</p>
<p>eles que um dia já te trouxeram a mim,</p>
<p>não me tire de mim mesma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isadora Mello,</p>
<p>provavelmente 2011</p>
<p>Créditos da Imagem: Weheartit</p>
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